dezembro 20, 2011
E as asas da noite se estenderam por todo o terreno dos mortos
dezembro 03, 2011
novembro 06, 2011
Vontade de possuir
outubro 27, 2011
In vinu veritas
outubro 26, 2011
Canção de infantaria
outubro 16, 2011
Justine, minha reflexão: Retinas Queimadas
outubro 05, 2011
Um clássico na lixeira
setembro 16, 2011
Entrevista com Núbia Poison
*Uma sobremesa: Chocolate e... Chocolate!
“Não se joga na cara de Deus o aborrecimento de uma vida amarga”
(Gustave Flaubert)
agosto 03, 2011
Na horizontal
julho 30, 2011
O silêncio ensurdecedor de Nosfa #
julho 13, 2011
Nunca fui uma estrela do rock'n roll
julho 07, 2011
Clown, o palhaço: Retinas Queimadas
Perdeu sua graça
Desesperadamente
Caiu
Ninguém
Das suas gafes
Palhaçadas sem graça
Acabaram às traças
Não há mais riso
Futuro impreciso
Não há mais circo
Não há mais público
Astro circense
De repente...
Num passado recente
Atração decadente
Seu show acabou
Nunca mais, aplausos ouviu
Pusilânime, se entregou
Quando seu mundo ruiu
O poeta narra o fato
Jamais lhe anuiu
A perda do estrelato
Da fama que se extinguiu
Clown, Clown o palhaço
Lou, Lou...
... O sem graça
junho 28, 2011
Flutuando nos versos de Tchekhov
junho 14, 2011
Elvis, Elvis
junho 01, 2011
Faça do meu crânio sua taça
maio 28, 2011
Fragmento

maio 11, 2011
Quase erro (Ode a Mary Shelley): Retinas Queimadas
*Letra: Lou James & Núbia Poison *Música: The Saylor *Vocal: Lou James
Aquela menina nasceu
Filha de Golding se concebeu
Sua mãe do parto floresceu
E com Shelley se irrompeu
O pai, resignado foi-se então
O padrasto o sobrenome deu-a senão
Sua mãe a iniciou na escrita
E na juventude se fez mulher aflita
No castelo de Byron as férias passou
E, num lampejo a estória criou
Um terror fantástico
Que pelo mundo se consumou
A obra, ao pai dedicou
Mas o sobrenome do padrasto herdou
Escrevia desde a infância, a ficção
Viveu no campo com forte obsessão
Criar um conto, criar uma estória
Num quase erro, numa memória
Lembrou de fantasmas, lembrou do inicio
E na voraz escrita, uma obra no solstício
A noite era sombria, lúgubre, mortal
Do sonho acordado, uma febre fatal
Desejou a criação feita com afeição
Que lhes tragam dor, dor e perdição
O monstro sem nome
Herdou o seu do criador
Nesse quase erro
Todo mundo é entendedor
Mary Shelley, saia do castelo
Mary Shelley, volte para casa
Nem Hamlet, nem Otelo
Fazem sombra às tuas asas
"Ela plantara as sementes que tinha nas mãos. Não outras, só essas" (Clarice Lispector)
abril 10, 2011
Nos canteiros de Cecília Meireles
A poetisa chorava. Chorava baixinho chamando. Chamando pelo luar que a fazia sorrir
Cantava, seu olhar mostrava-me. O vício de colher flores, framboesas, sonhos. Trilhava estradas que vieram a tornarem-se ruas
Ruas que a conduziram à hora da florada. Eis que chegava um novo dia de colher. Sonhos, flores, framboesas e expô-las nas calçadas
Tratou de aguar o que lhe enchia os olhos. Saudade, já não tentava nada, fadigada por... Pouca coisa, só felicidade e dor
Mostrava-me como seria diferente. Cada verso que criara, diferentemente. Versos que entregara inconscientemente
A mim entregava regozijo, estrofes e contentamento. Assim como Brecht, se contentava com tão pouca. Paz, alegria efêmera num sentimento de
Pode provar morangos que matavam tua fome. Canteiros de couve, cor de framboesa, novos nomes. Encerravam, com tristeza e víamos a morte de Cecília Meireles
O mato crescia com a chuva; riscávamos trilhas sob as corridas da jovem aldeã. Como ela nada era parecido, fugindo da morte, nada é parecido. Diferentes, somos parecidos com março, abril e maio
Antes, carnaval; no outono tudo é labor. Acabou a festa da carne, somos três meses. E a saudade recomeçou
De olhos fechados a felicidade chorava. Entre os dedos compridos, lágrimas corriam. Linhas pautadas preenchidas pela letra cursiva
Afetadas, tortas, sentimentos tortos, novas idas. Vida, amanhã, negra noite, deixa-me ver a sua letra. Como ontem de madrugada. Mais bela sua colheita de framboesas era
*A Cecília Meireles: 07/11/1901 — 09/11/1964








