maio 28, 2011

Fragmento








Como está Sua Majestade?
Sente-se bem, meu Rei?
Tirei-o do túmulo e, agora...
... És tão injusto comigo


maio 11, 2011

Quase erro (Ode a Mary Shelley): Retinas Queimadas

*Letra: Lou James & Núbia Poison *Música: The Saylor *Vocal: Lou James





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Aquela menina nasceu
Filha de Golding se concebeu
Sua mãe do parto floresceu
E com Shelley se irrompeu




O pai, resignado foi-se então
O padrasto o sobrenome deu-a senão
Sua mãe a iniciou na escrita
E na juventude se fez mulher aflita




No castelo de Byron as férias passou
E, num lampejo a estória criou
Um terror fantástico
Que pelo mundo se consumou




A obra, ao pai dedicou
Mas o sobrenome do padrasto herdou
Escrevia desde a infância, a ficção
Viveu no campo com forte obsessão




Criar um conto, criar uma estória
Num quase erro, numa memória
Lembrou de fantasmas, lembrou do inicio
E na voraz escrita, uma obra no solstício




A noite era sombria, lúgubre, mortal
Do sonho acordado, uma febre fatal
Desejou a criação feita com afeição
Que lhes tragam dor, dor e perdição




O monstro sem nome
Herdou o seu do criador
Nesse quase erro
Todo mundo é entendedor




Mary Shelley, saia do castelo
Mary Shelley, volte para casa
Nem Hamlet, nem Otelo
Fazem sombra às tuas asas







"Ela plantara as sementes que tinha nas mãos. Não outras, só essas" (Clarice Lispector)